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flores silvestres

Servir: olhar o outro cura!

  • 3 de jul. de 2023
  • 2 min de leitura

Passei boa parte da minha vida apenas voltada para mim. Ensimesmada. Minhas preocupações, ocupações eram comigo e tudo que era apenas voltado para minha vida.

Por isso os pronomes: eu, meu, minha.

Até que um dia, precisei de ajuda. Precisei de suporte, rede de apoio. Precisei ser acolhida.

E, hoje, lembro com surpresa, que encontrei tudo o que necessitava. Tive apoio material, espiritual. Recebi cuidados, orações, dinheiro. Coisas que eu ainda nem imaginava necessário, já tinha quem estava a pensar por mim.

No momento mais desafiador da minha vida, pude entender o quão necessário é estarmos diante do outro e dispostos a estender a mão. Mesmo que doa.

Muitas vezes, vamos sentir a dor alheia. Vamos chorar com o outro.

Porém, pode ser que tudo o que o outro necessita é ser visto. É ter alguém que o olhe nos olhos. Alguém que sorria. Alguém que abrace. Alguém que não julgue.

O mais interessante é que este movimento de ir em direção ao próximo, é um bálsamo aos nossos corações. É cura interior as nossas feridas.

Servir é estar diante do outro, para o que for necessário. É oferecer nosso melhor.

Eu me considero uma aprendiz, bem iniciante na arte do doar. A caminhada nesta longa estrada tem me apresentado seres incrivelmente generosos.

Gente especializada em servir.

Com eles eu busco aprender cada dia um pouco mais e me propor a olhar com calma e de olhos abertos.

A necessidade do outro precisa se impor. E a mim, precisa bastar a certeza que a cura em mim acontece não como pagamento, mas como a própria natureza do servir proporciona: quando eu me dedico a ir além das minhas feridas, a luz também me alcança.

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